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SUS

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Saúde Pública

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Endemias

Doenças e vetores

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Tudo sobre o trabalho do ACE

História e Evolução do Agente de Endemias

Origem

  • Criação da Provedoria-Mor em 1808, marco da saúde pública no Brasil.
  • Primeira organização nacional voltada ao controle de epidemias.
  • Precursores dos atuais Agentes de Combate às Endemias.
  • Influência de sanitaristas como Oswaldo Cruz e Carlos Chagas.
  • Importante para prova: Conhecer os marcos históricos da saúde pública brasileira.

Vigilância Sanitária

  • Criada em 1889 para conter surtos de febre amarela, varíola e peste bubônica.
  • Fortalecida sob direção de Oswaldo Cruz na DGSP.
  • Campanhas de vacinação obrigatória e combate a vetores.
  • Resistência popular (ex.: Revolta da Vacina em 1904).
  • Importante para prova: Entender a evolução das estratégias de controle sanitário.

Evolução

  • 1970: Criação da Sucam (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública).
  • 1990: Criação do SUS e da Funasa, descentralizando a vigilância.
  • 2006: Lei Federal nº 11.350 regulamentou ACEs e ACSs.
  • Pós-1990: foco no combate à dengue e novas arboviroses (zika, chikungunya).
  • Importante para prova: Conhecer as principais leis e órgãos relacionados ao ACE.

Legislação - Lei 11.350/06

Atribuições do ACE

  • Atividades exclusivas no âmbito do SUS.
  • Vínculo direto com a administração pública.
  • Atuação em vigilância epidemiológica, ambiental e zoonoses.
  • Identificação de casos suspeitos e encaminhamento à unidade de saúde.
  • Ações de educação em saúde e mobilização comunitária.
  • Uso de larvicidas, inseticidas e controle de criadouros.
  • Importante para prova: Conhecer todas as atribuições previstas em lei.

Requisitos

  • Ensino médio completo.
  • Curso de formação inicial (mínimo 40h).
  • Aprovação em processo seletivo público.
  • Atualização com cursos de aperfeiçoamento a cada 2 anos.
  • Importante para prova: Saber os requisitos básicos para exercer a função.

Direitos

  • Jornada de 40h semanais.
  • Piso salarial nacional: 2 salários mínimos + insalubridade (nível médio).
  • Fornecimento obrigatório de EPIs pela gestão.
  • Proteção legal quanto às atribuições típicas da função.
  • Adicional de insalubridade de 20% (mínimo) por trabalhar com riscos biológicos.
  • Importante para prova: Conhecer os direitos trabalhistas do ACE.

Doenças Transmitidas por Vetores

Dengue

  • Agente: vírus (Flavivírus) - 4 sorotipos (DENV-1 a DENV-4).
  • Vetor: Aedes aegypti (fêmea).
  • Incubação: 4 a 10 dias.
  • Sintomas: febre alta (>38,5°C), dor retroorbitária, mialgia, exantema.
  • Formas graves: dengue com sinais de alarme e dengue grave (choque, hemorragia).
  • Tratamento: sintomático (hidratação, antitérmicos - evitar AAS).
  • Prevenção: eliminação de criadouros, vacina (Dengvaxia® para quem já teve dengue).
  • Importante para prova: Sinais de alarme, tratamento e prevenção.

Zika

  • Agente: vírus (Flavivírus).
  • Vetor: Aedes aegypti.
  • Incubação: 3 a 12 dias.
  • Sintomas: febre baixa, exantema maculopapular, conjuntivite não purulenta, artralgia.
  • Complicações: microcefalia em bebês (transmissão vertical) e Síndrome de Guillain-Barré.
  • Transmissão: vetorial, sexual, vertical e transfusional.
  • Tratamento: sintomático.
  • Prevenção: controle do vetor, uso de preservativos.
  • Importante para prova: Complicações e formas de transmissão.

Chikungunya

  • Agente: vírus (Alfavírus).
  • Vetores: Aedes aegypti e Aedes albopictus.
  • Incubação: 2 a 12 dias.
  • Sintomas: febre alta, poliartralgia debilitante (pode persistir por meses/anos), exantema.
  • Tratamento: sintomático (anti-inflamatórios, analgésicos).
  • Prevenção: controle do vetor.
  • Importante para prova: Diferenciar das outras arboviroses pela artralgia intensa.

Febre Amarela

  • Agente: vírus (Flavivírus).
  • Vetores: ciclo silvestre (Haemagogus, Sabethes) e ciclo urbano (Aedes aegypti).
  • Incubação: 3 a 6 dias.
  • Sintomas: febre, cefaleia, icterícia, hemorragias, oligúria.
  • Formas: leve, moderada, grave (letalidade 20-50%).
  • Tratamento: sintomático e de suporte.
  • Prevenção: vacina (atenção a grupos contraindicados: alérgicos a ovo, imunodeprimidos).
  • Importante para prova: Diferença entre ciclos silvestre e urbano, vacinação.

Leishmaniose

  • Agente: protozoário Leishmania (L. chagasi - visceral; L. braziliensis - tegumentar).
  • Vetor: flebotomíneos (Lutzomyia longipalpis - principal vetor da visceral).
  • Reservatórios: cães, raposas, gambás (visceral); roedores, preguiças (tegumentar).
  • Sintomas (visceral): febre irregular, hepatoesplenomegalia, pancitopenia.
  • Sintomas (tegumentar): úlcera com bordas elevadas, lesões mucosas destrutivas.
  • Tratamento: antimoniais pentavalentes, anfotericina B.
  • Prevenção: controle do vetor, eutanásia de cães positivos (controversa).
  • Importante para prova: Diferenciar formas visceral e tegumentar.

Doença de Chagas

  • Agente: protozoário Trypanosoma cruzi.
  • Vetor: triatomíneos (barbeiros) - Triatoma infestans (principal).
  • Transmissão: fezes do inseto, transfusional, vertical, oral.
  • Fase aguda: febre, edema (sinal de Romaña), hepatosplenomegalia.
  • Fase crônica: cardiomiopatia, megacólon, megaesôfago.
  • Tratamento: benznidazol ou nifurtimox (mais eficazes na fase aguda).
  • Prevenção: controle do vetor, triagem em bancos de sangue.
  • Importante para prova: Formas de transmissão e complicações crônicas.

Esquistossomose

  • Agente: Schistosoma mansoni.
  • Hospedeiro intermediário: caramujos do gênero Biomphalaria.
  • Transmissão: penetração ativa das cercárias na pele em contato com água doce.
  • Sintomas: fase aguda (dermatite cercariana, febre de Katayama); fase crônica (fibrose hepática, hiensão portal).
  • Tratamento: praziquantel.
  • Prevenção: saneamento básico, controle de caramujos, educação em saúde.
  • Diagnóstico: encontro de ovos nas fezes (exame parasitológico de fezes).
  • Importante para prova: Ciclo evolutivo e medidas preventivas.

Malária

  • Agente: protozoários Plasmodium (P. vivax, P. falciparum, P. malariae).
  • Vetor: fêmeas do mosquito Anopheles.
  • Incubação: 7 a 30 dias (variando pela espécie).
  • Sintomas: febre periódica, calafrios, sudorese, anemia, esplenomegalia.
  • Forma grave: principalmente por P. falciparum (malária cerebral).
  • Tratamento: cloroquina (P. vivax) + primaquina; artemisininas (P. falciparum).
  • Prevenção: mosquiteiros, repelentes, quimioprofilaxia para viajantes.
  • Importante para prova: Diferenças entre as espécies de Plasmodium.

Filariose

  • Agente: Wuchereria bancrofti.
  • Vetor: mosquito Culex quinquefasciatus.
  • Sintomas: elefantíase (linfedema), hidrocele, quilúria.
  • Diagnóstico: gota espessa noturna (microfilárias circulam à noite).
  • Tratamento: dietilcarbamazina (DEC), ivermectina.
  • Prevenção: controle do vetor, tratamento em massa em áreas endêmicas.
  • Importante para prova: Diagnóstico e medidas de controle.

Zoonoses de Importância em Saúde Pública

Raiva

  • Agente: vírus do gênero Lyssavirus (família Rhabdoviridae).
  • Transmissão: mordedura, arranhadura ou lambedura de mucosas por animal infectado.
  • Sintomas: febre, parestesias no local, hidrofobia, aerofobia, paralisia.
  • Letalidade: 100% após início dos sintomas.
  • Tratamento: nenhum tratamento eficaz após sintomas; profilaxia pós-exposição com vacina e soro.
  • Prevenção: vacinação animal, profilaxia pré-exposição em grupos de risco.
  • Importante para prova: Conduta após exposição e notificação obrigatória.

Leptospirose

  • Agente: bactéria Leptospira interrogans (diversos sorovares).
  • Transmissão: contato com água ou solo contaminado por urina de animais (ratos principalmente).
  • Sintomas: febre, cefaleia, mialgia (panturrilha), conjuntivite, icterícia.
  • Forma grave: Síndrome de Weil (icterícia, hemorragias, insuficiência renal).
  • Tratamento: antibióticos (penicilina, doxiciclina).
  • Prevenção: saneamento básico, controle de roedores, uso de EPIs.
  • Importante para prova: Fatores de risco e medidas preventivas.

Toxoplasmose

  • Agente: protozoário Toxoplasma gondii.
  • Transmissão: ingestão de cistos em carne mal cozida, oocistos em fezes de gato, transmissão vertical.
  • Sintomas: 80-90% assintomáticos; linfadenopatia, febre; grave em imunodeprimidos.
  • Congênita: coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas.
  • Tratamento: sulfadiazina + pirimetamina (exceto em gestantes).
  • Prevenção: cozimento adequado da carne, higiene com gatos, evitar carne crua na gestação.
  • Importante para prova: Prevenção da toxoplasmose congênita.

Hantavirose

  • Agente: vírus da família Bunyaviridae.
  • Reservatórios: roedores silvestres (ratos do campo).
  • Transmissão: inalação de aerossóis com excretas de roedores.
  • Sintomas: febre, mialgia, prostração; forma grave: Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.
  • Tratamento: suporte, com atenção à oxigenação.
  • Prevenção: controle de roedores, ventilação de ambientes fechados, uso de EPIs.
  • Letalidade: pode chegar a 40% na forma cardiopulmonar.
  • Importante para prova: Forma de transmissão e medidas de prevenção.

Brucelose

  • Agente: bactéria Brucella spp (B. abortus, B. melitensis, B. suis).
  • Transmissão: contato com animais/seus produtos, ingestão de leite não pasteurizado.
  • Sintomas: febre ondulante, sudorese, astenia, artralgia, esplenomegalia.
  • Tratamento: antibioticoterapia prolongada (doxiciclina + rifampicina).
  • Prevenção: pasteurização do leite, vacinação animal, uso de EPIs.
  • Importante para prova: Formas de transmissão e medidas de controle.

Tuberculose

  • Agente: Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch).
  • Transmissão: aerossóis de pessoas com tuberculose ativa pulmonar.
  • Sintomas: tosse persistente, febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento.
  • Diagnóstico: baciloscopia, cultura, teste rápido molecular, raio-X de tórax.
  • Tratamento: esquema básico (rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol).
  • Prevenção: vacina BCG, diagnóstico precoce, tratamento supervisionado.
  • Importante para prova: Sintomas, diagnóstico e notificação compulsória.

Saúde Pública

Fundamentos do SUS e vigilância

Fundamentos do SUS

Constituição Federal de 1988

  • Art. 196: "A saúde é direito de todos e dever do Estado".
  • Art. 198: Define as diretrizes do SUS: Descentralização (com direção única em cada esfera), Atendimento integral (com prioridade para atividades preventivas) e Participação da comunidade.
  • Art. 200: Enumera as competências do SUS, incluindo a execução de ações de vigilância sanitária e epidemiológica.
  • CAI EM PROVA: Decorar os artigos 196, 198 e 200. A saúde é um DIREITO e um DEVER do Estado.

Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90)

  • Lei que organiza e regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS).
  • Art. 6º: Define o campo de atuação do SUS, incluindo as vigilâncias (sanitária, epidemiológica, saúde do trabalhador) e a assistência terapêutica.
  • Art. 7º: Lista os princípios doutrinários e organizativos do SUS (Universalidade, Integralidade, Equidade, Descentralização, Participação da Comunidade, etc.).
  • CAI EM PROVA: Saber a diferença entre os princípios. Universalidade (acesso para todos), Integralidade (atendimento completo), Equidade (tratar desigualmente os desiguais).

Lei 8.142/90 - Controle Social

  • Dispõe sobre a participação da comunidade e o financiamento.
  • Cria os Conselhos de Saúde (órgãos permanentes e deliberativos) e as Conferências de Saúde (realizadas a cada 4 anos).
  • Para receber recursos, os municípios precisam ter: Fundo de Saúde, Conselho de Saúde, Plano de Saúde, Relatório de Gestão e contrapartida de recursos.
  • CAI EM PROVA: A composição dos Conselhos é PARITÁRIA: 50% usuários, 25% trabalhadores, 25% gestores/prestadores. Conferências são a cada 4 anos.

Decreto 7.508/11 - Regulamentação

  • Regulamenta a Lei 8.080/90. Define conceitos-chave para a organização do SUS.
  • Região de Saúde: Espaço geográfico para integrar planejamento e execução.
  • Rede de Atenção à Saúde (RAS): Conjunto de ações e serviços articulados por complexidade.
  • RENASES: Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde.
  • RENAME: Relação Nacional de Medicamentos Essenciais.
  • CAI EM PROVA: Saber o que é uma Região de Saúde e o conceito de RAS.

Princípios Doutrinários do SUS

  • Universalidade: Acesso garantido a TODOS os cidadãos, sem discriminação.
  • Integralidade: O atendimento deve ser completo, da promoção à reabilitação, enxergando a pessoa como um todo.
  • Equidade: Dar mais a quem mais precisa. É o princípio da justiça social. O sistema deve investir mais onde as necessidades forem maiores.
  • CAI EM PROVA: Questões que apresentam situações para você identificar qual princípio está sendo aplicado (ex.: um programa focado em uma área carente é Equidade).

Princípios Organizativos do SUS

  • Descentralização: Comando único em cada esfera de governo (Municipal, Estadual, Federal).
  • Regionalização: Organizar os serviços em regiões de saúde para otimizar recursos e evitar duplicidade.
  • Hierarquização: Os serviços são organizados em níveis de complexidade (Primária, Secundária, Terciária). O usuário deve seguir um fluxo.
  • Participação Social: Controle popular através dos Conselhos e Conferências de Saúde.
  • CAI EM PROVA: Diferenciar Descentralização (gestão) de Hierarquização (complexidade dos serviços).

Vigilância em Saúde (Foco do ACE)

Vigilância Epidemiológica

  • Conceito: Conjunto de ações que proporciona o conhecimento e detecção de mudanças nos fatores determinantes de saúde. Seu objetivo é recomendar medidas de prevenção e controle.
  • Atribuições: Coleta de dados, investigação de surtos, análise de informações, monitoramento de doenças, avaliação de medidas de controle.
  • Doenças de Notificação Compulsória: O ACE deve conhecer a lista e notificar casos suspeitos (ex.: Dengue, Zika, Chikungunya, Leishmaniose, Raiva).
  • CAI EM PROVA: Definir Vigilância Epidemiológica e citar exemplos de doenças sob sua alçada.

Vigilância Ambiental

  • Conceito: Monitora os fatores ambientais (água, ar, solo, desastres) que interferem na saúde humana.
  • Relaciona-se diretamente com o ACE: Controle de qualidade da água para consumo humano (criadouros do Aedes), saneamento básico, acidentes com animais peçonhentos.
  • Ações: Identificação e eliminação de criadouros, avaliação de riscos ambientais, educação em saúde.
  • CAI EM PROVA: Saber que o controle de focos do mosquito é uma ação de vigilância ambiental.

Vigilância Sanitária

  • Conceito: Conjunto de ações para eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde relacionados ao meio ambiente, produção e circulação de bens e serviços.
  • Atuação: Fiscalização de alimentos, medicamentos, produtos, serviços de saúde e meio ambiente.
  • Órgão: ANVISA (nível nacional) e Vigilâncias Sanitárias municipais e estaduais.
  • Relacionado ao ACE: Pode atuar em conjunto em situações de denúncia de focos em estabelecimentos comerciais ou no controle da qualidade da água.
  • CAI EM PROVA: Diferenciar Vigilância Epidemiológica (doenças) da Sanitária (produtos, serviços, ambiente).

Vigilância em Saúde do Trabalhador

  • Conceito: Promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, com foco nos riscos advindos das condições de trabalho.
  • Riscos do ACE: O ACE está exposto a riscos biológicos (contato com vetores, água contaminada), químicos (inseticidas, larvicidas), ergonômicos (longas caminhadas) e de acidentes (quedas, animais).
  • Importante: Uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é fundamental.
  • CAI EM PROVA: Saber identificar os principais riscos ocupacionais inerentes à função de ACE.

Sistema de Informação em Saúde

  • Importância: As informações coletadas pelo ACE alimentam sistemas nacionais cruciais para o planejamento.
  • SISPNCD: Sistema de Informação sobre Promoção da Saúde.
  • SINAN: Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Para onde são notificados os casos de doenças.
  • SISPRENATAL: Sistema de Informação do Pré-Natal.
  • e-SUS AB: Sistema de informação da Atenção Básica.
  • CAI EM PROVA: Saber que o SINAN é o sistema de notificação de doenças. O preenchimento correto das fichas é essencial.

Endemia, Epidemia, Pandemia e Surto

  • Endemia: Doença que ocorre regularmente em uma determinada área geográfica, com casos esperados (ex.: Malária na Amazônia).
  • Epidemia: Aumento repentino e significativo do número de casos de uma doença em uma região específica (ex.: Surto de Dengue em uma cidade).
  • Pandemia: Epidemia que se espalha por diversos países ou continentes (ex.: COVID-19).
  • Surto: É sinônimo de epidemia, mas geralmente usado para áreas mais restritas (ex.: Surto em um bairro).
  • CAI EM PROVA: Definir cada termo e saber diferenciá-los. O ACE lida principalmente com endemias e surtos/epidemias.

Atenção Básica e Saúde da Família

Política Nacional de Atenção Básica (PNAB)

  • Conceito: A Atenção Básica é a porta de entrada preferencial do SUS. É o primeiro nível de atenção.
  • Princípios: Universalidade, Integralidade, Equidade, Territorialização, Participação Social.
  • Estratégia Saúde da Família (ESF): É a principal estratégia de organização da Atenção Básica. A equipe atua de forma multiprofissional em uma área adscrita (com cerca de 2.000 a 3.500 pessoas).
  • Equipe: Médico, Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O ACE atua em apoio à ESF, mas sua equipe é específica.
  • CAI EM PROVA: Saber que a ESF é a principal estratégia e que a AB é a porta de entrada. O ACE NÃO é da equipe de SF, mas atua em parceria.

ACS vs. ACE

  • ACS: Integra a equipe da ESF. Atua com um número definido de famílias (máx. 750 pessoas). Foco na saúde da família como um todo, no vínculo e no acompanhamento contínuo.
  • ACE: Não integra a equipe da ESF. Atua por área geográfica (quarteirões, bairros). Foco específico no controle de vetores e roedores (endemias). Sua ação é mais pontual e técnica.
  • Diferença Chave: O ACS tem um vínculo longitudinal com as famílias. O ACE tem um vínculo com o território e o problema específico (a endemia).
  • CAI EM PROVA: Esta diferença é CLÁSSICA em provas de ACE. Você deve saber distinguir perfeitamente o foco de atuação de cada um.

Atribuições do ACE na Atenção Básica

  • Realizar atividades de campo para controle de vetores e roedores.
  • Identificar e eliminar criadouros.
  • Coletar larvas para exame entomológico.
  • Aplicar larvicidas e adulticidas conforme protocolos.
  • Orientação e educação em saúde à população sobre prevenção de endemias.
  • Notificar casos suspeitos de doenças de notificação compulsória.
  • Preencher e manter atualizados os sistemas de informação.
  • Trabalhar de forma integrada com a ESF, principalmente com o ACS, repassando informações sobre focos e casos nas áreas.
  • CAI EM PROVA: Saber listar as principais atribuições, especialmente a coleta de larvas, aplicação de produtos e educação em saúde.

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